Cozinhar em casa pode reduzir em até 60% os gastos mensais com alimentação em comparação ao uso frequente de delivery. A data do levantamento não foi informada, e a estimativa considera as despesas acumuladas ao longo de 30 dias.
Quem opta por cozinhar gasta, em média, R$ 15 a cada refeição completa, enquanto o pedido de comida pronta costuma sair por aproximadamente R$ 35, considerando taxas de entrega e embalagens.
Em um cenário de almoço e jantar durante 30 dias, a diferença pode superar R$ 1.200 por mês no orçamento de uma família de quatro pessoas, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e dados publicados pela Exame.
Quanto custa pedir comida fora em 2026?
Em 2026, o brasileiro paga em média R$ 35 por prato pedido em aplicativos de entrega, valor que sobe para até R$ 45 em dias de alta demanda ou em capitais. Este preço inclui custos como mão de obra, logística de entrega, margens do restaurante e taxas das plataformas, como iFood e Rappi, que podem chegar a 27% do valor cobrado ao consumidor.
A frequência de pedidos impacta diretamente o orçamento: quem pede comida fora cinco vezes por semana desembolsa, ao fim do mês, cerca de R$ 700 apenas com refeições principais. Quando somadas taxas de entrega (variando de R$ 6 a R$ 12), embalagens biodegradáveis (até R$ 3 por pedido) e possíveis gorjetas, o valor pode crescer ainda mais.
Quanto custa cozinhar em casa em 2026?
Cozinhar em casa custa, em média, R$ 10 a R$ 15 por refeição, considerando arroz, feijão, uma carne, legumes e salada básica, segundo dados do Dieese ajustados para a inflação de 2026. O cálculo envolve a compra de ingredientes em mercados, pequenas variações conforme bairro, além de água, gás e energia utilizados no preparo.
Mesmo refeições mais elaboradas feitas em casa tendem a ser até 50% mais acessíveis que o equivalente em restaurantes populares, já que a compra porcionada e os alimentos da estação ajudam a baratear a conta. Planejar o cardápio semanal e evitar desperdícios aumentam ainda mais a economia no final do mês.
Onde está a diferença no bolso?
A diferença principal aparece na quantidade de refeições: quem cozinha em casa pode alimentar quatro pessoas gastando o mesmo valor que serviria para apenas duas se optasse sempre pelo delivery. Mesmo em grupos menores ou rotinas com menos tempo livre, preparar marmitas semanais mantém a economia versus o gasto sistemático com delivery.
Além dos ingredientes, o preparo caseiro elimina margens de lucro de restaurantes e as taxas das plataformas terceirizadas, tornando o consumo mais eficiente financeiramente. Na ponta do lápis, em 30 refeições, a diferença pode superar R$ 600 por pessoa mensalmente.
Outros fatores além do preço na hora de escolher
Apesar do benefício financeiro de cozinhar em casa ser expressivo, fatores como praticidade, variedade, lazer e tempo para outras atividades entram na equação. Para quem trabalha ou estuda em horários extensos, pedir delivery pode evitar estresse e otimizar a rotina.
No entanto, o preparo em casa costuma oferecer mais controle nutricional, porcionamento adequado e menor consumo de ultraprocessados. Isso pode representar, a médio e longo prazo, uma economia indireta com saúde e bem-estar.

Existe alternativa intermediária?
Muitas famílias e solteiros adotam o modelo híbrido, combinando preparo de refeições básicas em casa com pedidos esporádicos para ocasiões especiais ou emergenciais. Montar marmitas e congelar porções é uma estratégia clássica para equilibrar conveniência e economia.
O uso de aplicativos para comparar preços e buscar promoções também permite obter o melhor custo-benefício nas compras de supermercado, potencializando o resultado positivo das finanças domésticas.
Dicas para gastar menos nas refeições em 2026
- Monte cardápios semanais para compras mais eficientes e sem desperdício.
- Aproveite promoções de mercado para ingredientes básicos e carnes.
- Congele porções de refeições para evitar pedidos por impulso em dias corridos.
- Use aplicativos que comparam valores de mercado e delivery.
- Evite taxas extras de entrega, apostando no preparo em casa na maioria dos dias.
Pedir comida fora pode ser vantajoso para quem?
Pedir comida fora pode ser vantajoso para pessoas com jornadas longas, limitações físicas ou que moram sozinhas e não veem vantagem em comprar ingredientes em grandes quantidades. Também atende aos que valorizam experimentar novas culinárias, desde que haja organização do orçamento mensal.
No entanto, a recomendação dos especialistas financeiros é priorizar o preparo caseiro para quem busca equilíbrio das contas, saúde e autonomia alimentar, deixando o delivery para ocasiões pontuais.
Como calcular qual opção é mais econômica para seu perfil?
O cálculo depende do número de refeições feitas fora versus em casa, quantidade de pessoas, nível de exigência alimentar e tempo para cozinhar. Anotar gastos semanais com mercado, gás e energia, e comparar com despesas em aplicativos mostra de forma concreta a diferença no orçamento.
Existem planilhas gratuitas e aplicativos de controle financeiro capazes de detalhar gastos por categoria, facilitando a visualização e escolha baseada em dados reais.
Como o preço dos alimentos influencia a decisão em 2026?
O aumento do preço de alimentos, principalmente proteínas animais e hortaliças, impacta tanto as compras para casa quanto os preços dos restaurantes. Entretanto, mesmo com inflação de alimentos, cozinhar em casa ainda se mostra mais econômico para refeições diárias.
Optar por ingredientes da estação e diminuir o consumo de industrializados ajuda a driblar reajustes e manter refeições balanceadas e com valores acessíveis.
O que vale mais a pena: cozinhar ou pedir?
Para a maioria das famílias brasileiras, cozinhar em casa segue como a opção que pesa menos no bolso em 2026, garantindo uma economia substancial mês a mês e maior controle sobre a alimentação. Pedir comida fora permanece como alternativa para praticidade e ocasiões especiais, mas representa um acréscimo significativo no orçamento quando feito de forma cotidiana.
Seja qual for seu perfil, observar o impacto financeiro e nutricional de cada escolha é fundamental para evitar gastos desnecessários e manter a saúde em dia. Vale testar durante um mês e comparar no papel quanto pesa cada prática, sua carteira (e sua saúde) agradecem!
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