Um CDB (Certificado de Depósito Bancário) pós-fixado rende cerca de 13,90% ao ano em 2026 para o investidor que aplica 100% do CDI, conforme taxa divulgada em 20 de agosto de 2026 pelo Banco Central, e um investimento de R$ 1.000 pode gerar aproximadamente R$ 139,00 brutos em 12 meses.
Ao optar por esse produto, o investidor acessa uma alternativa mais rentável do que a poupança, com proteção do Fundo Garantidor de Créditos e tributação regressiva sobre o lucro, tornando o CDB pós-fixado uma das escolhas mais seguras e versáteis da renda fixa brasileira.
Confira a seguir como funciona a rentabilidade, quais os riscos, os custos e as vantagens de investir em CDB pós-fixado, além de dicas práticas para potencializar o retorno sem abrir mão da segurança e da liquidez.
O que é CDB pós-fixado e como funciona?
O CDB pós-fixado representa um empréstimo do investidor ao banco, que retorna o valor investido acrescido de juros vinculados a um índice econômico, geralmente o CDI.
Na versão pós-fixada, o percentual de retorno só é conhecido no vencimento, pois acompanha a variação do CDI. A lógica é simples: se o CDI sobe, o rendimento do CDB sobe junto; se cai, o rendimento diminui.
Bancos de menor porte costumar oferecer percentuais do CDI mais elevados, como 110% ou 120%, para atrair investidores, enquanto grandes bancos costumam trabalhar em faixas próximas de 90% a 100% do CDI.
Como o CDI afeta a rentabilidade do CDB pós-fixado?
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) serve como referência para quase todos os CDBs pós-fixados e acompanha muito de perto a Selic.
Em 20 de agosto de 2026, o CDI estava em 13,90% ao ano. Quem investe em um CDB que paga 100% do CDI, verá sua aplicação render exatamente essa taxa anual, antes de impostos.
Se o CDI mudar, por decisão do Copom nas reuniões sobre a Selic, os rendimentos do CDB se ajustam imediatamente. Por isso, o CDB pós-fixado protege quem busca manter o valor do dinheiro próximo aos juros praticados nas aplicações bancárias.
Exemplo prático de rendimento do CDB em 2026
Com o CDI vigente em 13,90% ao ano em agosto de 2026, um investimento de R$ 1.000 em um CDB que paga 100% do CDI gera cerca de R$ 139,00 em rendimentos brutos após 12 meses.
Descontando-se impostos, o retorno líquido dependerá do tempo de aplicação, pois as alíquotas diminuem quanto maior o prazo investido.
Se o investidor optar por um CDB que oferece 115% do CDI, o retorno seria ainda maior, alcançando aproximadamente R$ 159,85 brutos no mesmo período.

Liquidez diária ou no vencimento: o que avaliar?
A liquidez determina quando o dinheiro pode ser resgatado. Em CDB pós-fixado de liquidez diária, o investidor pode sacar a qualquer momento, recebendo o valor ajustado ao rendimento acumulado até aquele dia.
Já o CDB com liquidez no vencimento só permite saque na data final definida no contrato, sendo comum oferecer taxas superiores (acima de 110% do CDI) pela indisponibilidade do dinheiro durante o período.
Reservas de emergência devem sempre priorizar liquidez diária para garantir acesso em situações imprevistas.
Segurança: proteção do FGC e seus limites
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) assegura até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando principal mais rendimentos, por conglomerado financeiro e instituição. O teto global é de R$ 1 milhão por investidor a cada quatro anos, somando todos os ressarcimentos recebidos no período.
Exemplificando: quem recebe o limite em uma liquidação bancária resta com R$ 750 mil de proteção pelos próximos quatro anos.
Em contas conjuntas, o limite de R$ 250 mil não se multiplica, é dividido conforme a participação de cada titular. Em recentes liquidações, como as do Banco Master e Will Bank entre novembro de 2025 e abril de 2026, o FGC iniciou pagamentos cerca de dois meses após a decretação, garantindo 92% dos valores desembolsados até meados de fevereiro.
Tributação e custos do CDB pós-fixado
Sobre o rendimento do CDB incidem IOF, se o resgate ocorrer antes de 30 dias, e Imposto de Renda, de acordo com tabela regressiva: até 180 dias, 22,5%; de 181 a 360 dias, 20%; de 361 a 720 dias, 17,5%; e acima de 720 dias, 15%. Não há incidência sobre o valor principal investido e as taxas são cobradas exclusivamente no momento do resgate.
CDBs pós-fixados não costumam ter taxa de administração em corretoras ou bancos, tornando o produto simples de acompanhar e calcular o retorno líquido após impostos.
Rentabilidade real: como o CDB protege contra a inflação
O IPCA acumulado em 12 meses até julho de 2026 foi de 4,44%, segundo o IBGE. Com um CDB que acompanha o CDI (13,90%), mesmo após descontar a inflação, há ganho real, pois a rentabilidade supera significativamente a alta dos preços, protegendo o poder de compra do investidor.
Esse diferencial é fundamental para preservar o valor do patrimônio e aumentar o retorno ao longo do tempo, especialmente em cenários de alta de juros.
Para quem o CDB pós-fixado é indicado?
O CDB pós-fixado atende desde conservadores até quem busca equilibrar retorno e liquidez, sendo ideal para reserva de emergência (se tiver liquidez diária) ou metas de curto e médio prazo (quando há possibilidade de casar o vencimento do CDB com o objetivo financeiro).
Quem prefere instituições maiores pode abrir mão de parte da rentabilidade por segurança e praticidade; já quem aceita bancos menores pode buscar percentuais maiores do CDI atentos ao limite de garantia do FGC.
FGC: limites e prazos de pagamento em caso de liquidação
Caso o banco emissor do CDB enfrente liquidação, o pagamento do FGC é processado após a decretação pelo Banco Central e a identificação dos credores, podendo exigir cerca de dois meses para ser iniciado.
O processo envolve validação cadastral e assinatura de termo de sub-rogação, e, uma vez aprovado, o valor é depositado em até dois dias úteis.
Importante ressaltar que muitos investidores optam por manter valores abaixo de R$ 250 mil por instituição para garantir que os rendimentos acumulados não ultrapassem o limite individual do FGC.
Dicas para investir melhor em CDB pós-fixado em 2026
- Compare percentuais do CDI oferecidos por diferentes bancos e priorize liquidez diária para reserva de emergência.
- Nunca concentre valores acima de R$ 250 mil por conglomerado, evitando risco de perda fora do teto do FGC.
- Prefira prazos mais longos se possível, pois assim a alíquota de IR será reduzida e o rendimento líquido maior.
- Acompanhe as reuniões do Copom para projetar tendências na Selic e antecipar possíveis mudanças no CDI.
Vale a pena investir em CDB pós-fixado?
O CDB pós-fixado é uma alternativa de renda fixa que combina boa rentabilidade, segurança regulatória e facilidade de acesso, sendo superior à poupança em qualquer cenário de juros atuais.
Ao respeitar os limites do FGC e diversificar entre instituições, o investidor pode aumentar seu patrimônio com baixo risco ao longo de 2026.
A decisão final deve se basear no perfil de liquidez desejado, horizonte de investimento e análise do retorno real frente à inflação.
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